Instrumento de avaliação do INEP: indicador por indicador, com comprovante
O instrumento de avaliação é o roteiro da comissão. Quem o usa como índice da própria documentação sabe, a qualquer momento, o que está comprovado, o que é parcial e o que falta, curso a curso.
Em uma frase: para cada indicador, quatro respostas: qual documento comprova, onde está, de quando é e quem responde por ele.

Como o instrumento está organizado
Os instrumentos de avaliação do INEP publicados em 2017 seguem a mesma lógica: indicadores agrupados em dimensões (nos cursos) ou eixos (na instituição), cada um com critérios de análise para os conceitos de 1 a 5. Os critérios costumam ser cumulativos: o conceito mais alto exige o que o anterior exige e mais alguma coisa.
- Cursos de graduação: três dimensões, organização didático-pedagógica, corpo docente e tutorial, e infraestrutura. Há instrumentos para autorização e para reconhecimento e renovação de reconhecimento.
- Instituição: cinco eixos, planejamento e avaliação institucional, desenvolvimento institucional, políticas acadêmicas, políticas de gestão e infraestrutura. Há instrumentos para credenciamento e para recredenciamento e transformação de organização acadêmica.
Alguns indicadores não se aplicam a todo curso (por exemplo, os específicos de cursos a distância ou de determinadas áreas), e o instrumento diz quando o indicador é "NSA", não se aplica.
Como ler um indicador
- Leia os critérios do conceito mais alto, não só o título. É ali que estão as palavras que a comissão vai procurar: "periódica", "documentada", "considerando", "com participação de".
- Separe cada exigência em uma linha: cada uma precisa de uma evidência.
- Para cada exigência, aponte o documento: PPC, PDI, regulamento, ata, relatório, portaria, plano de ensino, registro do sistema.
- Confira a data: a evidência é do período avaliado?
- Marque a situação: comprovado, parcial ou falta.
O que conta como comprovante
- Documentos institucionais aprovados e vigentes: PDI, PPC, regulamentos, políticas.
- Atas dos órgãos competentes, com data, presença e decisão.
- Relatórios com números e período: autoavaliação, extensão, pesquisa, monitoria, aulas práticas.
- Registros de processo: editais, resultados, certificados emitidos, chamados atendidos.
- O que a comissão vê e ouve: instalações, entrevistas, a coerência entre tudo isso.
Erros comuns
- Ler só o título do indicador e deixar de comprovar uma exigência do critério.
- Um documento para tudo. O PPC descreve, mas não comprova que aconteceu.
- Evidência sem dono. Sem responsável, ninguém atualiza o que vence.
- Acompanhar só na véspera. O painel que só é aberto quando a visita é marcada mostra o que falta tarde demais.
Como o Cátedra ajuda
O Cátedra carrega o instrumento do INEP indicador por indicador e liga a cada um os comprovantes que já existem no próprio sistema (atas, relatórios, documentos) e os que a instituição anexa. A gestão vê, curso a curso, o que está comprovado, o que é parcial e o que falta; a coordenação vê o curso dela. Quando a visita chega, o acesso do avaliador dá à comissão um link de leitura por curso, sem conta. Os temas que o NDE, o colegiado e a CPA precisam tratar ficam na pauta regulatória, e o dossiê de conformidade sai em PDF. Para a preparação completa, veja o guia da avaliação in loco e o da ata do NDE.
Perguntas frequentes
Onde encontro o instrumento de avaliação vigente?
Os instrumentos são publicados pelo INEP no portal do órgão, separados por tipo de ato (autorização, reconhecimento, credenciamento, recredenciamento) e por modalidade. Use sempre a versão vigente para o seu processo.
O que significa NSA no instrumento?
Não se aplica: o indicador não é considerado para aquele curso ou ato, conforme as regras do próprio instrumento.
Preciso de uma pasta por indicador?
Uma pasta por indicador funciona, mas envelhece rápido. O mais seguro é ligar a evidência ao indicador quando ela é produzida, com data e responsável, e consultar a situação a qualquer momento.